Centenas de manifestantes entoaram slogans, assobiaram e acenderam sinalizadores em um protesto na sexta-feira (6) para se opor à presença de agentes de imigração dos EUA na Itália e ao fechamento de ruas antes da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina.
A presença relatada de representantes da Imigração e Alfândega (ICE) para proteger os norte-americanos durante as Olimpíadas galvanizou os protestos, dado seu papel de linha de frente na agressiva campanha de deportação do presidente dos EUA, Donald Trump, em seu país.
“ICE FORA” e “ICE deveria estar nas minhas bebidas, não na minha cidade” diziam algumas das faixas empunhadas pelos manifestantes liderados por estudantes.
Usando apitos de plástico, que se tornaram um símbolo dos atos anti-ICE nos EUA, os manifestantes em Milão também pediram ao vice-presidente dos EUA, JD Vance, e ao secretário de Estado, Marco Rubio, que voltassem para casa.
“Achei que essa era uma boa oportunidade para mostrar que o resto do mundo não concorda com o que está acontecendo em Minnesota”, disse Katie Legare, uma manifestante de Minnesota que atualmente estuda na Europa, em referência ao assassinato de dois cidadãos norte-americanos por agentes do ICE em sua cidade natal.
“Não é certo simplesmente aceitar e seguir com o status quo. É preciso dizer que algo errado está acontecendo e se manifestar.”
O governo italiano afirmou que a controvérsia é infundada, já que o pessoal do ICE não está nas ruas durante as Olimpíadas e apenas agentes da Investigação de Segurança Interna na Itália trabalham nas missões diplomáticas dos EUA.
O Comitê Olímpico e Paralímpico dos EUA também disse que nenhum agente do ICE estava fornecendo segurança para a equipe dos EUA.
Com a cerimônia de abertura marcada para a noite de sexta-feira (6), as autoridades italianas ordenaram que as escolas no centro de Milão permanecessem fechadas e bloquearam o acesso a algumas áreas para reforçar a segurança e aliviar os transtornos no trânsito.
Os manifestantes afirmam que as Olimpíadas são um desperdício de dinheiro e recursos, enquanto os preços das moradias são inacessíveis e os locais de reunião pública são escassos. Alguns manifestantes também entoaram slogans criticando Israel e expressando apoio aos palestinos.
Reportagem adicional de Leonardo Benassatto e Iain Axon
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Fonte: Agência Brasil
